Muitas pessoas afirmam que consumo de bebida pode alterar os efeitos do imunizante mas não passam de boato
Os apreciadores de pinga ou cerveja podem ficar mais tranquilos. É boato o que tem circulado principalmente nas redes sociais sobre evitar o consumo de bebida alcoólica antes ou depois de tomar vacina contra a Covid-19.
Segundo a Sociedade Brasileira de Imunizações, há muito tabu e despreparo dos profissionais da saúde que estão nas salas de vacinação e cada um fala o que quer, disseminando notícias falsas.
Na verdade, o que se procura com esse esclarecimento não é incentivar o consumo da bebida alcoólica entre os brasileiros, mas sim impedir que eles deixam de tomar a vacina para não ficar sem consumir álcool.
Segundo especialistas, entre o 1,5 milhão de pessoas que não apareceram para tomar a segunda dose contra a Covid, número que o Ministério da Saúde divulgou nos últimos dias, certamente muitos foram impactados por essa desinformação quanto às bebidas alcoólicas.
O mito se traduz tanto em receio de que a vacina não funcione quanto de que provoque uma reação indesejada, mas os fabricantes não apontam comprometimento do efeito nem o risco de eventos adversos ligados às bebidas.
Tanto que, nos estudos clínicos, os voluntários não precisaram ter nenhum cuidado quanto a isso.



