Altitude elevada é uma aliada em nossa região, mas ainda sim altas temperaturas e tempo seco podem trazer contratempos
Apesar de ainda não ser possível mensurar os impactos para a produção de cafés especiais na safra 21 do Brasil, com as condições de clima adverso, a Associação Brasileira de Cafés Especiais (BSCA) está atenta aos impactos climáticos para produção deste ano.
O Brasil vem de uma safra positiva tanto na quantidade, mas também na qualidade do café do ano passado e além da quebra natural da bienalidade, a produção está sendo severamente afetada pelo clima fora do ideal.
Segundo Guilherme Salgado Rezende, presidente da BSCA, apesar dos cafés produzidos em áreas de alta altitude, como na revisão de Franca, sentirem menos os impactos das altas temperaturas, a chuva irregular afetou a florada, que consequentemente está afetando a maturação dos grãos, que deve acontecer de forma irregular, diferente do ano passado quando o clima foi expecional para a boa produção.
Além disso, o presidente destacou ainda que desde a segunda quinzena de março não chove no parque cafeeiro, aumentando ainda mais o risco de quebra de qualidade na safra 21.




