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Postura errada no home office reduz a produtividade e afeta a saúde, corrija agora!

Atualmente, a lombalgia é considerada um problema de saúde pública por figurar entre as principais causas de incapacidade laboral do mundo

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O que antes era o conforto de trabalhar em casa, tem se tornado motivo de queixa nos consultórios médicos

 

A necessidade do isolamento social imposto pela pandemia de coronavírus alterou a rotina de milhões de pessoas.

Do dia para a noite, casas foram transformadas em escritório ou sala de aula — e o aparente conforto de cumprir o expediente no próprio lar foi substituído, após algumas semanas, por queixas relacionadas à má postura.

Mais de um ano depois, consultórios ortopédicos seguem recebendo cada vez mais pacientes com dor associada ao home office.

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O mais comum desses incômodos é a lombalgia ou dor nas costas, que pode surgir ao permanecermos sentados durante períodos prolongados.

O problema se torna ainda mais frequente com o uso contínuo de uma cadeira inadequada, sem suporte para os braços e apoio extra para a lombar, que preserva a curvatura correta das costas.

A lombalgia pode ser leve e permanente, embora ocasionalmente se apresente na forma de queimação ou pontadas repentinas, que dificultam a realização de movimentos.

Estudos demonstram que 84% da população adulta sofre pelo menos um episódio de dor lombar na vida, e que 26,4% manifestaram uma ou mais crises nos últimos três meses.

Atualmente, a lombalgia é considerada um problema de saúde pública por figurar entre as principais causas de incapacidade laboral do mundo.

Nem toda dor é igual

A dor nociceptiva é o resultado de danos a um tecido do corpo que podem ocorrer quando há uma entorse de tornozelo ou contratura muscular, por exemplo.

Já quando o dano ocorre em um nervo, falamos de dor neuropática, cujos sintomas envolvem dor latejante ou em pontadas, formigamento, queimação, sensação de choques e dormência.

No entanto, muitas vezes não há um limite preciso entre as dores nociceptivas e as neuropáticas.

Quando há sobreposição entre dois tipos, falamos em dor mista.

Um estudo de 2017 realizado em diversos serviços de pronto-atendimento em ortopedia na Espanha, com mais de 5 400 pacientes, constatou que a dor mista era a mais frequente, correspondendo a 59% das queixas.

Incômodos na região lombar ou cervical, que são os mais comuns nos atendimentos ortopédicos, frequentemente possuem a sobreposição de sintomas nociceptivos (inflamatórios) e neuropáticos.

De cada dez pacientes com dor mista, três apresentam o problema no pescoço, número que cresce com o uso excessivo de smartphones, tablets ou mesmo o computador em altura inadequada.

Isso porque a pessoas curva o pescoço ao olhar para a tela. Veja que curioso: um estudo apontou que, ao abaixar a cabeça em um ângulo de 60 graus, a sensação do peso sobre o pescoço aumenta de 4 para até 27 quilos.

No mais, o uso prolongado de dispositivos móveis pode induzir mudanças graves na postura da coluna, causando um estresse considerável nas articulações intervertebrais e levando a alterações degenerativas, como artrose e hérnia de disco.

*Informações Veja Saúde