Desde o início da pandemia os karaokês em bares e restaurantes estão sem poder funcionar
“Já cheguei a ouvir 14 vezes numa noite só, porque cada grupo quer cantar a sua Evidências. Mas, agora, estou até com saudade”, diz Mônica Uezono, proprietária do restaurante Samurai, tradicional reduto de karaokê da capital paulista, no bairro da Liberdade.
Ela faz referência a Evidências, música de 1989, que se tornou hit na voz da dupla sertaneja Chitãozinho & Xororó, e que é a mais cantada dos karaokês do Brasil.
Como diversos bares e restaurantes da cidade que oferecem o karaokê como atração para seus clientes, o Samurai convive desde março de 2020 com microfones silenciosos e uma forte queda de faturamento, devido à impossibilidade de se cantar em segurança em ambientes fechados em meio à pandemia do coronavírus.
Após demitir ao longo do ano passado todos os seus 14 funcionários, Mônica mantém o negócio atualmente apenas com a ajuda da filha, vendendo marmitas por delivery.




