Pronto-Socorro Álvaro Azzuz, em Franca
Sete pacientes com Covid-19 que precisavam de internação morreram no pronto-socorro Dr. Álvaro Azzuz à espera de um leito de hospital de 8 a 13 de maio, segundo a Secretaria Municipal de Saúde de Franca.
Nesta segunda-feira (17), ainda segundo a secretaria, 51 pacientes esperam por transferência via Central de Regulação de Oferta e Serviços de Saúde (CROSS).
Do total, 20 aguardam por leito de enfermaria e 31 por uma unidade de terapia intensiva (UTI).
Nos hospitais da cidade, das 94 vagas disponíveis nas redes pública e privada, 88 estão com pacientes, o que representa uma ocupação de 93,6%.
– UTI particular: 35 ofertados / 29 em uso – 82,9% de ocupação
– UTI pública: 59 ofertados / 59 em uso: 100% de ocupação
Só nas últimas 24 horas, 488 pessoas com sintomas do coronavírus passaram pelo pronto-socorro em busca de atendimento.
Hospital de campanha
Nas redes sociais, o prefeito de Franca, Alexandre Ferreira (MDB), cobrou do governo do estado recursos para abertura de um hospital de campanha na cidade, que possa absorver a alta na demanda de atendimentos de média e alta complexidade.
O Ministério Público moveu uma ação civil para obrigar o governo do estado, por meio da Diretoria Regional de Saúde (DRS-8), que agrega 22 municípios, a abrir mais leitos de UTI.
Em decisão na sexta-feira, a Justiça determinou que o órgão da secretaria estadual fiscalize os convênios firmados para tratar pacientes.
“Nós prezamos pela legalidade. Se tem uma ação judicial que diz o que o estado tem que fazer com a ajuda da prefeitura, estamos dispostos a fazer isso. Ajudar a montar um hospital de campanha para que a gente tenha leitos para oferecer à população”, disse.
Segundo dados da Fundação Seade, nesta segunda-feira, a taxa de ocupação em todos os hospitais da região de Franca é de 91,2%.
Ferreira também cobrou as participações da população com a manutenção dos cuidados necessários para se evitar a propagação do vírus e de donos de estabelecimentos comerciais e de serviços, para que cumpram as regras de segurança.
“Não estamos impedindo ninguém de trabalhar e ganhar o seu dinheiro, apenas exigindo que as normas sejam cumpridas para que a gente possa salvar as pessoas”.
“Cumprindo as regras, estabelecimento nenhum será interditado”, disse ao comentar as ações de fiscalização feitas pela prefeitura no último fim de semana.
De quinta-feira (13) a domingo (16), oito bares e restaurantes e uma festa clandestina foram interditados, três estabelecimentos foram notificados.
A Fiscalização também dispersou aglomerações em praças e outras áreas públicas.
*Informações G1



