
Um
operador de rádio e outros três funcionários do Serviço de
Atendimento Móvel de Urgência – SAMU – são investigados pela
Comissão de Sindicância da Prefeitura de Franca por terem se negado
a enviar uma ambulância e atender uma paciente com parada
cardiorrespiratória. A ocorrência, de natureza grave, poderá
render punições de advertência a demissão após conclusão do
processo administrativo.
O
caso foi registrado no mês de maio. O operador teria acordado com a
equipe da Unidade de Suporte Básico, que havia conduzido um outro
paciente ao pronto-socorro “Álvaro Azzuz”, não enviar a
ambulância para fazer outros atendimentos enquanto a mesma não
retornasse à base.
O
problema é que a solicitação urgente chegou ao serviço, com risco
iminente de morte para a paciente, que estaria parada, mas ainda
assim o operador não teria feito contato com a USB para saber como
estavam os atendimentos em andamento para melhor poder orientar os
usuários que ligavam.
Para
piorar, mesmo quando a ambulância retornou à base o servidor não
teria feito o encaminhamento. E não para por aí: uma servidora que
integrava a equipe teria omitido o socorro em razão de “compromissos
pessoais” e constatado o óbito da paciente por telefone, segundo a
denúncia da Secretaria de Recursos Humanos. A Prefeitura não
divulgou o desfecho da parada sofrida pelo paciente e tampouco sua
identificação.
O
caso chegou à coordenadora geral de de enfermagem do SAMU, Giane
Stefani, que acionou o secretário de Recursos Humanos, Humberto
Mazza. Agora, os membros da comissão de sindicância terão prazo de
60 dias para averiguar as denúncias e determinar as eventuais
punições ao operador de rádio e os outros membros da equipe.



