O prefeito Kito Arantes, de Cássia (MG) também assinou um ofício que será encaminhado ao senador José Serra (PSDB) para a designação de uma audiência com o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), Luiz Fux, para tentar reverter a situação do artigo 62 da lei 12.651/12, o novo Código Florestal.
Fux julga uma ADIN (Ação de Inconstitucionalidade), movida pela Procuradoria Geral da República, que suprimiu o antigo Código Florestal Brasileiro, onde era de 30 metros nos reservatórios situados em área urbana e de 100 metros naqueles situados na zona rural e estabeleceu que “Para os reservatórios artificiais de água destinados a geração de energia ou abastecimento público que forem registrados ou tiveram seus contratos de concessão ou autorização assinados anteriormente à Medida Provisória 2.166-67, de 24 de agosto de 2011, a faixa da área de preservação permanente será a distância entre o nível máximo operativo normal e a conta máxima”. De acordo com o Novo Código Florestal, os ranchos que estão fora da faixa serão demolidos.
Assinaram o documento os prefeitos Hugo Lourenço (Rifaina), Dalva Pierazo Rodrigues (Aramina), Tarcízio Henrique Zago (Conquista), Marcos Roberto Estevam (Delta), Antônio Lindenberg -Tonin Garcia (Ibiraci), Naim Miguel Neto (Miguelópolis), José Ricardo Rodrigues Mattar (Igarapava), Dirceu Polo Filho (Pedregulho), Wesley de Santi de Melo Baguá (Sacramento) e Gilson de Souza (Franca).
O prefeito de Rifaina iniciou o movimento que pretende reunir prefeitos dos municípios paulistas e mineiros para defender a não demolição de ranchos às margens do Rio Grande. O MPF-MG (Ministério Público em Minas Gerais) obteve duas decisões judiciais que determinam a demolição de construções irregulares em margens nas represas do Estado.




