“Quando olhei a terra ardendo, qual fogueira de São
João…” Já cantava a bela melodia de Luiz Gonzaga em sua Asa Branca. E não é
que no final do ano passado a terra ardeu e continua ardendo, mas as asas hoje
não são brancas e sim Norte e Sul. E na fogueira alguém adivinha quem está? Que
me perdoe o velho Gonzagão que um dia carregou meu pai no colo, mas quem
carrega o Brasil no colo hoje é outro Rei do Baião, o Reinan!!
Se for verdade que vivemos em uma República segundo a
Carta Magna, na visão do seu mais famoso intérprete o Império ainda predomina,
mas o Rei não tem sobrenome Orleans e Bragança e sua origem não é Portugal, mas
sim a famosa Alagoas. Foi assim, que em um conturbado dia de julgamento no
Pretório Excelsior, vulgo STF, foi tomada a decisão de manter Sua Alteza em seu
trono, apesar do precedente já cunhado por outro membro do Império, este agora
já no calabouço.
E o nome da ação que pediu seu afastamento não poderia
ser menos majestoso Medida Cautelar na Argüição de Descumprimento de Preceito
Fundamental (parágrafo 1º do artigo 102 da C. F. e Lei 9.882/99), pedido este
que visava afastar o Presidente do Senado, visto ter-se tornado réu em ação
criminal em trâmite também pelo Supremo e estar impedido de entrar na linha
sucessória do Presidente da República, nos termos dos artigos 80 e 86 I da
Constituição Federal.
Ocorre que meses antes, a Suprema Côrte (Côrte-Rei
qualquer semelhança é mera coincidência) já havia decidido que o Ex-Presidente
da Câmara Eduardo Cunha, deveria ser afastado do cargo, por já ser réu em
processo crime e ser o primeiro na linha sucessória da Presidência após o Vice.
A decisão foi por unanimidade. Oh!!!




