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Relatório diário da Vigilância Epidemiológica: qual a realidade da Covid em Franca?

Um médico que trabalha na área ressaltou que os números são importantes, mas ainda mais importante é a atitude da população perante a pandemia.

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Pandemia de Covid em Franca ainda tem número alto de casos e ampla fila de espera por vaga num leito de UTI

O último boletim da Vigilância Epidemiológica de Franca revelou a existência de 397 casos positivos na cidade apenas entre quinta e sexta-feira. E de 4018 casos suspeitos, quando os sintomas levam aos exames, mas ainda se espera pelo resultados.

No boletim não vem a informação de que horas do dia se inicia a contagem e qual hora do dia termina.

O boletim fala de casos positivos, casos negativos, número de mortes e de recuperados. E fala também de casos suspeitos.

Certamente, as autoridades sanitárias e epidemiológicas elaboram um boletim um tanto quanto mais rigoroso e pormenorizado para o prefeito Alexandre Ferreira tomar suas decisões.

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Mas esses detalhes não são incluídos no boletim divulgado à imprensa, que o repassa à comunidade.

Não vem no boletim o nível de gravidade momentânea de cada caso. Dos 397 casos positivos registrados na sexta-feira, não se informa quantos contaminados foram liberados para o isolamento em suas casas.

Também não fala de quantos dos positivos precisam de internação em leitos de enfermaria.

E não se informa também quantos dos pacientes contaminados precisam de internação imediata e quantos foram para a fila de espera de um leito de UTI.

O cruzamento dessas informações dá ao prefeito ou daria à comunidade um retrato do movimento da pandemia em Franca: se estável, se em regressão ou se em expansão.

As autoridades sabem que 400 positivados leves indicam uma estabilidade que pode caminhar à regressão. No confronto seguinte dos dados, pode indicar uma expansão.

Um médico que trabalha na área ressaltou que os números são importantes, sim, mas ainda mais importante é a atitude da população perante a pandemia.

“O isolamento não deveria ser determinado pelas autoridades do município, mas estabelecido pelas pessoas dentro das famílias. O distanciamento e o cumprimento de medidas sanitárias podem antecipar o fim do vírus até que se tenha vacina para todo mundo”, diz o médico que também padece nos corredores do hospital.