As expectativas de reaquecimento da economia doméstica, com a retomada gradual da demanda por calçados, foram limadas ontem, dia 29, com o anúncio do fim da desoneração da folha de pagamento para a indústria calçadista e outros 55 setores.
Na oportunidade, em coletiva de imprensa realizada em Brasília, o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, anunciou um pacote de medidas, entre elas a chamada “reoneração da folha”, com o objetivo de cobrir o rombo de mais de R$ 58 bilhões no orçamento da União para 2017.
Em vigor desde dezembro de 2011, a desoneração da folha de pagamento, inicialmente aplicada para somente três setores, entre eles o calçadista, substituía a alíquota de 20% paga sobre o total da folha de salários pela cobrança de 1,5% sobre o faturamento com vendas domésticas para o segmento.
“A medida trouxe um alívio para o setor calçadista, por este ser intensivo em mão de obra, reduzindo parte dos custos de produção e os efeitos da defasagem cambial, o que teve reflexos importantes na indústria exportadora”, recorda o presidente-executivo da Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados).




