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Fim (ou incremento) da crise entre Prefeitura e São José está na mão dos vereadores

Relação, que já não era das melhores, subiu de temperatura com os dois lados se culpando pela greve que deixa francanos a pé

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Com ônibus parados pela greve dos motoristas, vereadores vão apreciar projeto que compra passes antecipados pela Prefeitura

Os vereadores terão uma verdadeira “batata quente” em suas mãos nesta terça-feira.

Vão votar um projeto de lei que autoriza a compra de passes que pode demandar até R$ 1,3 milhão dos cofres públicos.

A situação está tensa e pode amenizar ou piorar uma crise institucional entre a Empresa São José, concessionária do transporte coletivo de Franca, e a Prefeitura Municipal.

Os dois lados têm se culpado pelos problemas no transporte coletivo de Franca.

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A empresa tem atrasado pagamento de salário e solicitado subsídio ao município, alegando o contrato estabelece a manutenção do equilíbrio financeiro.

A Prefeitura não quer repassar os subsídios e encontrou, como forma de amenizar, a compra de passes sociais para setores da população. Mas para isso dar certo, os vereadores precisam aprovar e isso não parece estar muito fácil.

O projeto prevê a criação do Programa Emergencial de Auxílio Transporte aos Usuários de Serviços Públicos, como medida de enfrentamento à pandemia da covid-19.

A iniciativa consiste no fornecimento de passagens de transporte coletivo para usuários dos serviços de saúde, assistência social, desenvolvimento e educação técnica e profissional prestados pelo município de Franca.

Orçamento

Poderá requerer o benefício quem estiver em situação de vulnerabilidade social. Para financiar o projeto, a Prefeitura pretende abrir créditos adicionais em seu orçamento no valor total de até R$ 1,35 milhão.

E é justamente aí que entram os vereadores. A pressão sobre eles têm sido forte por parte das  redes sociais e até de seus partidos para que se posicionem contrários à iniciativa.

Para complementar o cenário desfavorável, vereadores ouvidos pela reportagem afirmam que o prefeito e seu líder na Câmara, Ilton Ferreira, não têm feito qualquer tipo de apelo pela aprovação.

A impressão que dá é que o Executivo não fará muita força pela aprovação.

Enquanto isso, a população segue em meio a incertezas do que o poder público fará, de fato, para prestar o serviço de transporte público, direito dos cidadãos francanos que, ultimamente, não tem sido muito respeitado.