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​Prefeito desmente estudo para privatizar a Facef e a Faculdade de Direito

Nota oficial da Prefeitura foi assinada por Agostinho Ferreira Sobrinho, chefe de Gabinete do Prefeito

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A Prefeitura Municipal divulgou nota oficial esclarecendo que não procedem as notícias de que a Prefeitura Municipal está realizando estudos para privatizar a Faculdade de Direito de Franca e o Centro Universitário Uni-Facef.

A nota oficial divulgada pela Coordenadoria de Comunicação da Prefeitura diz que, “a bem da verdade, a respeito de notícias veiculadas sobre privatização das Faculdades Municipais (Faculdade de Direito e Uni-Facef), esclarece que não está no radar do prefeito Gilson de Souza qualquer movimento no sentido da privatização das nossas Faculdades Municipais”.

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O Jornal da Franca apurou que a manhã desta sexta-feira foi de intenso movimento na área política do Executivo Municipal. 

Surpreendida pela rápida reação dos estudantes das faculdades municipais, que programaram uma marcha até a Câmara de Vereadores e depois até a Prefeitura, os assessores e secretários do município trocaram ligações telefônicas desde os primeiros minutos da madrugada.

Gilson de Souza tinha uma viagem programada a Ipuã, onde acontece uma reunião do Comam – Consórcio dos Municípios da Alta Mogiana – e resolveu manter a agenda, mas disparou telefonemas dando comandos aos secretários para que a situação fosse no mínimo esclarecida.

Na Câmara

Assessores e Secretários da Prefeitura que falaram com os repórteres fizeram questão de mencionar que essa proposta foi defendida por um vereador, que expôs e manteve seus argumentos a favor da privatização das faculdades e que o assunto não chegou a ser tratado com o prefeito.

Para os secretários e assessores ouvidos, essa ideia não foi bem estudada, não levou em consideração os gigantescos problemas jurídicos e não avaliou a reação da comunidade.

Ademais, o mercado de incorporações ou aquisições no setor educacional, seja da educação básica até a educação superior, segue padrões muito bem estruturados, em que o preço é estabelecido pelo número de estudantes.

Não entra na composição do valor final a tradição ou a antiguidade de um estabelecimento, como ocorre com as faculdades municipais de Franca.

Quem compra ou incorpora novas faculdades, geralmente deixa de lado os terrenos e prédios, pois esse investimento não compensa para eles. 

Por isso mesmo, qualquer negociação com o poder público é de alta complexidade.

Cesar Colleti

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