Quando
o recém-nascido tem sono agitado, vômitos constantes, dificuldade para mamar,
irritação, choro excessivo, dificuldade para ganhar peso, inflamação frequente
nos ouvidos, entre outros sintomas, ele pode estar sofrendo de Refluxo Gastro
Esofágico (RGE).
Segundo
estudos recentes, o problema acomete pelo menos 25% dos recém-nascidos (segunda
maior afecção no trato digestivo), sendo que parte deles consegue ganhar peso e
os sintomas são transitórios, são os chamados de “vomitadores felizes”. O
restante, acaba procurando um profissional e adotando algum tipo de tratamento
seja ele qual for. “Recentemente o RGE tem sido associado ao parto cesárea.
Ainda não se sabe ao certo o motivo, mas existe uma suspeita de que a manobra
de retirada do neonato acabe estirando o nervo vago, hiper excitando e gerando
sintomas e desequilíbrios do trato gastrointestinal”, explica Fabio Akiyama fisioterapeuta e trabalha com a microfisioterapia, terapia que estimula a auto cura através do toque.
Segundo ele, o tipo funcional ocorre em maior frequência do que o fisiológico, porém, sem
causar doença para a criança. Ele é denominado desta forma por não haver
qualquer disfunção básica (mecânica, inflamatória, infecciosa ou bioquímica)
que possa levar ao refluxo, e é um processo de maturidade gastrointestinal. “O
refluxo ainda pode ser oculto ou silencioso, podendo se transformar em
patológico”, destaca.
À medida em que o RGE abrange áreas extra esofágicas, ele vai deixando de ser um
problema restrito ao trato digestório. Entre as complicações do RGE, cita-se a
asma brônquica e os problemas otorrinolaringológicos, problemas de alimentação,
cólica do lactente e erosão dentária. O RGE também pode ser considerado o fator
responsável pela dificuldade alimentar, tanto em neonatos como em crianças
maiores. (Puccini FRS, Berretin-Felix G).




