O Indicador de Nível de Atividade (INA) da indústria registrou avanço de 1,9% no primeiro trimestre de 2017, encerrando uma série consecutiva de 7 trimestres de queda, na série com ajuste sazonal. No mesmo período do ano anterior, o recuo foi de 2,4%. No resultado apurado em março, houve queda de 0,9%. Já no acumulado em 12 meses, na série sem ajuste sazonal, a retração foi de 6,6%. Os resultados foram divulgados nesta quinta-feira, 27/4, pelo Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos (Depecon) da Federação e Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp e Ciesp). O INA acompanha o total de vendas reais, as horas trabalhadas na produção e a utilização da capacidade instalada (NUCI) da indústria de transformação paulista.
De todos os indicadores de conjuntura que compõem o INA em março, a variável das horas trabalhadas na produção (-1,6%) foi a que exerceu maior influência na formação do resultado negativo no mês apresentado. O Nível de Utilização da Capacidade Instalada (NUCI) caiu 0,6%p.p. No sentido contrário, o total de vendas reais subiu 1,7%.
Para Paulo Francini, diretor do Depecon, o resultado negativo de março não invalida a tendência de recuperação já avaliada pela entidade, tendo como base para isso este primeiro trimestre positivo do indicador. “Mês passado falamos em uma tendência de recuperação lenta, gradual e turbulenta para a indústria. Hoje, acrescentamos que ela se manterá assim, porém com fragilidade e, claro, carregando um olhar também político das reformas, que, de certa maneira, vai moldar o ânimo da economia”, detalha Francini.
Em 18 setores divulgados, três tiveram destaque. O de veículos automotores registrou contração de 5,6% em março, na série com ajuste sazonal. As horas trabalhadas na produção recuaram 8,0%, vendas reais caíram 7,6% e o NUCI cedeu 2,7p.p.




