Um erro estratégico da organização do movimento de paralisação de hoje, contra as reformas trabalhista e da Previdência propostas pelo governo Temer, foi o local onde eles impediram o acesso ao Distrito Industrial, para impedir os funcionários de chegar às fábricas.
Os veículos e pessoas que pararam o trânsito estavam antes do principal acesso ao hospital Unimed/São Joaquim, pela Avenida Integração, o que impedia que veículos ou ambulâncias conseguissem chegar à unidade de saúde. Atitude que poderia até colocar a vida das pessoas em risco.
Até que houvesse a liberação, foram feitas muitas críticas a este erro de planejamento. Uma delas, do médico Júlio César Batista Lucas, que atende no São Joaquim. “Eu juro que tento me manter longe de discussões políticas, respeito quem luta pelos seus direitos, mas fechar acesso a hospital? Gente doente faz greve? Hospital fecha? Por favor, respeitem o direito de todos”, desabafou.
Outras pessoas, mais exaltadas, cobravam uma atitude mais incisiva da Polícia Militar. “Cadê a PM para tirar essa cambada da frente? Ninguém é obrigado a compactuar dessa greve”, afirmou o publicitário Roberto da Rocha.
Além dos sapateiros que trabalham no Distrito Industrial, aderiram parcialmente à paralisação os motoristas de ônibus, bancários, funcionários do Fórum e alguns professores.



