O ministro da Agricultura, Blairo Maggi, avaliou que uma saída para resolver o problema Fundo de Assistência ao Trabalhador Rural (Funrural) pode não passar pela edição de uma Medida Provisória (MP), diante da complexidade do assunto.
Ele lembrou que a decisão de março do Supremo Tribunal Federal (STF) tem dois impactos aos produtores: o retorno da cobrança do tributo sobre a receita bruta de agricultores e pecuaristas – uma alíquota de 2,3% para pessoa física e 2,6% para jurídica – e ainda a geração de um passivo estimado em R$ 10 bilhões do tributo não recolhido nos últimos cinco anos.
“Conversei com o presidente Michel Temer esta semana e a tendência era essa (a edição de uma MP). Mas me parece que o problema não é tão simples e fazer MP para resolver esse assunto deixariam umas pendências”, disse o ministro em entrevista após a abertura da ExpoZebu, em Uberaba (MG).
Maggi lembrou que a decisão do STF apenas ratificou a lei que versa sobre o tributo, mas considerou que “o modelo de Funrural que aí está se mostrou ineficiente” e precisaria ser alterado.




