Conseguir emprego em Franca, sobretudo em grandes áreas contratantes, como a indústria calçadista, construção civil e no setor comercial, tem sido uma tarefa dura. Poucas vagas disponibilizadas e, quando elas surgem, muitas vezes falta mão de obra especializada para supri-las.
É o caso de João Roberto de Souza. Torneiro mecânico por formação, atuou pouco na área. Acumulou diversos períodos curtos na Carteira do Trabalho em diversas profissões, mas não se especializou em nenhuma. Agora, aos 41 anos, tem encontrado dificuldades para encontrar colocação.
“Trabalhei muito tempo por conta, com banca de costura manual e outras atividades. Agora, ninguém mais quer pegar sapato pra costurar em casa e eu estou meio perdido”, afirmou.
E o cenário não é comum só a Franca. Dados da Pnad Contínua (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua) divulgados na última semana pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) apontam que a taxa de desocupação continua em alta no Brasil, com 14,2 milhões de desempregados.




