
Tirar do forno uma focaccia fofinha, com a superfície dourada, delicadamente crocante e perfumada por azeite e alecrim, é um grande prazer. Levar à boca um bocado desse pão achatado de grandes alvéolos ainda úmidos, de casca fina e quebradiça nos leva ao céu. Mas não se engane, nem tudo são flores. Até o momento em que o forno nos devolve a focaccia pronta, serão horas de preparo entremeadas por longos descansos da massa e do padeiro. Trabalho pesado, pouco. Paciência, muita. Esse parente ancestral da pizza pede delicadeza e equilíbrio do começo ao fim. A massa mole, de fermentação demorada (super hidratada e grudenta por vezes nos leva querer jogar a toalha) é difícil de manusear. É grande a tentação de enfiar a mão no saco de farinha e jogar uma generosa nuvem de trigo naquela meleca. Resista, a regra é clara, mantenha o controle.





