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Comissão Mirim da APAE Batatais entrega Comenda “José Olympio Pereira Filho”

Evento acontece na próxima terça, 9, às 19h30, na sede da Associação Comercial e Empresarial de Batatais

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José Olympio e sua grande importância para a literatura nacional (Foto: Reprodução)

A APAE Batatais, por meio de sua Comissão Mirim,
realizará na próxima terça-feira, 9, às 19h30, na sede da ACE Batatais, a
entrega da Comenda da Ordem do Mérito Cultural ‘Editor José Olympio Pereira
Filho’. A cerimônia contempla a programação do Projeto ‘Batatais, Prazer em
Conhecer’ – Ano II.

Novidade na programação do projeto em 2017, a
condecoração tem como objetivo homenagear pessoas e instituições que tenham
prestado relevantes serviços à comunidade, bem como se dedicado ao
desenvolvimento, cultural, social, político, econômico, educacional,
científico, artístico e social na cidade, na região ou no país.

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Os primeiros a receber esta homenagem serão José
Olympio da Veiga Pereira e Lygia da Veiga Pereira Carramaschi, netos do editor
José Olympio; o historiador e pedagogo José Henrique Barbieri; o jornalista e
filatelista Arnaldo Jorge e o empresário José Henrique Aleixo.

Segundo o presidente da APAE Batatais, José
Eduardo Merlino Matassa, a comissão organizadora do projeto está bastante
envolvida com os trabalhos. “Estamos muito contentes e cheios de expectativas
com as ações programadas para o evento neste ano. Sabemos que o trabalho é a
longo prazo, mas precisamos cuidar hoje para preservar o nosso patrimônio
cultural”, finaliza o presidente.

O editor

A história que hoje faz parte da História, é do menino que só completou o primário e, aos 15 anos, saiu de Batatais, no interior de São Paulo, para ser ajudante na livraria Garraux, a mais importante da capital paulista, da qual se tornaria sócio. Dias antes de completar 29 anos, abriu a Livraria José Olympio Editora, a “Casa”, que em 1934 se mudaria para o Rio. Era ali, nos fundos do imóvel da Ouvidor, onde escritores se reuniam e Olympio fazia negócios com seus amigos — um tempo contado em “Rua do Ouvidor 110”, de Lucila Soares, neta de José Olympio, publicado pela editora. Fechada em 1955, a livraria não foi reaberta, e a editora se mudou, até aportar na Marquês de Olinda.

José Olympio apostou na literatura nacional num momento em que o Brasil não era a bola da vez, e os temas relevantes vinham de Paris. Ele lançou a geração de 1930, toda a literatura moderna — afirma Maria Amélia Mello, editora da José Olympio desde os anos 1990.

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