
Embora cause ainda um certo repúdio, subsídio no transporte público tem se apresentado como opção inevitável
O transporte público urbano é sempre um assunto delicado nas administrações públicas. Seja pela qualidade no serviço, preço de passagens, conservação da frota, limpeza de ônibus, entre outras questões.
Em Franca, recentemente, o assunto ganhou destaque em razão de uma greve dos funcionários, que por atrasos no pagamento de seus salários paralisaram os ônibus.
A Empresa São José, responsável pelo serviço, voltou a bater na tecla de que é necessário um subsídio pela Prefeitura para manter os serviços, os quais, alega, serem deficitários em Franca.
O Poder Executivo enviou à Câmara, então, um projeto de lei de “compra de passes”, que atenderia à população da cidade no quesito transporte em um momento em que a pandemia estava em alta em Franca.
O argumento não convenceu os vereadores. Muitos anteciparam o voto contrário, inclusive da base, e o projeto acabou retirado pelo Poder Executivo.
Mas, ao que tem sido aventado nos corredores da Prefeitura e da Câmara Municipal, a iniciativa do subsídio, que não é ilegal, já é praticada em muitos municípios, mas é extremamente impopular, pode retornar à pauta de votações do Legislativo.
Recentemente, o IPEA, órgão federal, publicou um estudo dizendo que o transporte coletivo urbano está superado e precisa ser repensado. Veja mais em:
Órgão Federal diz: transporte coletivo urbano está superado e precisa ser repensado
Em Franca
No caso de Franca, por exemplo, a Prefeitura Municipal apenas administra o sistema de transporte, cujo custo é rateado entre os passageiros.
São os passageiros que pagam inclusive a passagem dos que usam o transporte com isenção.
Enquanto um estudo mais profundo não acontece, o vereador Della Motta, integrante do recém-criado Conselho Municipal de Trânsito e Transporte, afirmou que a Câmara, e também o conselho, seguirão acompanhando os serviços prestados na cidade e fiscalizando.
O parlamentar participou dos primeiros encontros do Conselho e enfatizou a disposição dos integrantes em acompanhar de perto o transporte público.
“Nós não vamos baixar a cabeça em momento algum, estaremos sempre trabalhando dentro da legalidade. Transparência não é desconfiança”, afirmou o vereador.



