O consumidor pode pagar o triplo do preço que remunera os produtores no campo
Às 4h, Edir Catarino Silva, de 46 anos, já está de pé a caminho do terreno onde, em dias alternados, colhe chuchu e brócolis. Com sorte, a produção rende R$ 2,14 por quilo no mercado atacadista do entreposto da Ceasa.
Não foi o caso na última terça-feira, quando a cotação do fruto não passava de R$ 1,40.
Quando chegou ao sacolão, o mesmo chuchu passou a ser ofertado a até R$ 2,99 o quilo e em alguns supermercados a dona de casa pagou R$ 3,49 pelo produto, mais de 63% acima da remuneração paga ao produtor.
Das lavouras às prateleiras do varejo, os alimentos sofrem reajustes em cascata, pressão que vem assustando os brasileiros desde o ano passado.




