Prefeitura de Franca vai economizar R$ 1,7 milhão por mês após acordo realizado com a empresa Seleta para limpeza pública urbana
Uma investigação da Promotoria deu origem ao acordo feito entre a Seleta Meio Ambiente e o Ministério Público, que culminou na prorrogação do contrato para o serviço de limpeza pública urbana em Franca, anunciado ontem pelo prefeito Alexandre Ferreira.
A investigação do Ministério Público apurou um esquema de corrupção em contratos para coleta de lixo em Franca e outras cidades.
As denúncias chegaram à Justiça através do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), que deflagrou Operação Hamelim em dezembro de 2020.
Ex-prefeitos de várias cidades, entre eles, de Franca, são investigados.
O vereador Gilson Pelizaro, que propôs uma CEAR para fiscalizar e acompanhar a licitação do lixo, reforçou que as atividades da comissão serão mantidas mesmo após o anúncio do cancelamento da licitação do lixo.
“Estamos solicitando alguns documentos, como está sendo o contrato atual, e pedindo documentação relativa ao Ministério Público para saber o que aconteceu. Vamos continuar trabalhando até o relatório final da comissão”, afirmou o vereador.
Vantagem
Ainda de acordo com Pelizaro, a vantagem para o município é que num contrato novo o valor chegaria a quase R$ 4 milhões por mês e, com o acordo, será mantido o montante de R$ 2,4 milhões.
“É o valor que a Prefeitura está pagando hoje e, com o acordo, ainda terá um desconto de R$ 100 mil, ou seja, a Prefeitura vai pagar menos e manter o contrato por mais um ano”, resumiu Gilson Pelizaro.
GPS nos carrinhos
Com a suspensão da licitação e a prorrogação do contrato com a Seleta, será feito um aditamento nos valores para a instalação de GPS nos carrinhos de varrição e caminhões de lixo para melhor controlar e fiscalizar e dará para saber se realmente a varrição está acontecendo nos bairros da nossa cidade.



