A produção brasileira de café na safra 2017/18 (julho-junho), em fase inicial de colheita, deve alcançar 52,1 milhões de sacas de 60 kg, o que corresponde a uma queda de cerca de 7% (4 milhões de sacas) em comparação com o período anterior (56,2 milhões de sacas). As projeções são do adido do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) no Brasil, divulgadas em relatório anual.
A produção de arábica em 2017/18 deve atingir 40,5 milhões de sacas, uma queda de 11% em relação à safra anterior, uma vez que a maioria das áreas produtoras está no ciclo negativo da produção bienal (o café alterna ano de safra cheia com outro de safra menor). No entanto, “o florescimento adequado e as boas condições climáticas na maioria das regiões produtoras devem contribuir para os bons rendimentos esperados”, diz o USDA.
A safra de robusta está estimada pelo USDA em 11,6 milhões de sacas, 1,1 milhão de sacas a menos ante 2016/17. “Em virtude do contínuo déficit hídrico, os cafezais do Espírito Santo não recuperaram totalmente o potencial produtivo de anos anteriores”, observa o USDA.
Na quinta-feira passada, 18, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) divulgou a segunda pesquisa sobre a safra brasileira de café 2017/18, a qual foi estimada em 45,5 milhões de sacas, representando uma redução de 11,3% em comparação com as 51,4 milhões de sacas de 2016/17.




