Estacas fincadas no leito do Rio Sapucaí, a 21 quilômetros de Franca: nenhuma gota desse rio chegou nas casas francanas
No dia 26 de março de 2010, o então governador do Estado de São Paulo, José Serra, esteve em Franca e aqui assinou o contrato do primeiro lote das obras do sistema de captação de água do Rio Sapucaí.
Entre os vários arroubos, quem estava no ato de assinatura ouviu as promessas: a nova captação iria garantir o abastecimento de Franca e Restinga por mais 30 anos. Ou então, até que as duas cidades tivessem em torno de 500 mil habitantes.
José Serra foi taxativo: “O investimento – que foi anunciado como de R$ 154 milhões – não vai ter furo, porque o grupo de empresas que vai fazer a captação de água e o tratamento vai receber (o dinheiro) só depois que a água estiver sendo fornecida, então não tem erro”.
O então governador explicou a razão do seu entusiasmo: “As empresas têm interesse em fazer uma obra boa e no menor espaço de tempo possível e isso preenche o nosso interesse que é ter água boa num espaço de tempo mais curto”.




