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Nem tudo está parado: por eleição, Sérgio Moro faz tour político para sondar base

A agenda política de Moro no Brasil incluiu uma conversa com caciques do Podemos, a opção mais provável de filiação para o ex-juiz.

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Revista Veja Matéria: Ministro Sérgio Moro concede entrevista a imprensa,depois de cerimônia de assinatura de pacoite de leis Anticrime. Personagem: Sérgio Moro, ministro da Defesa Foto: Cristiano Mariz Data: 19/02/2019 Local: Palácio do Planalto - Brasília - DF
O ex-juiz e ex-ministro Sérgio Moro tem garantia de legenda, mas está ouvindo suas bases (Foto: Cristiano Mariz/VEJA)

“Boa tarde a todos, é um prazer vê-los aqui. Uma rápida apresentação: sou Sergio Moro, trabalhei como juiz bastante tempo no Brasil, essa é uma história conhecida”, disse o ex-ministro da Justiça na abertura de um webinário na última quinta-feira (30), arrancando risos dos participantes.

O evento reuniu cerca de 30 pessoas, a maioria advogados, e teve como um dos organizadores a empresa Alvarez & Marsal, especializada em compliance, que contratou Moro no ano passado como consultor.

O webinário foi um dos muitos compromissos profissionais e políticos do ex-juiz numa estadia de quase duas semanas no Brasil, cujo efeito prático foi re-energizar uma base de apoiadores que andava meio dormente.

A agenda política de Moro no Brasil incluiu uma conversa com caciques do Podemos, hoje a opção mais provável de filiação para o ex-juiz.

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De olho naquilo

O partido ofereceu legenda a ele para disputar a Presidência, mas o contrato com a Alvarez & Marsal, que a princípio vence no final do ano, impede uma definição agora.

Moro também contatou alguns dos principais expoentes da chamada terceira via.

Na quarta-feira (29), jantou no Palácio dos Bandeirantes com o governador João Doria (PSDB) e o ex-ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta (DEM).

Conversou ainda com o empresário João Amoedo, fundador do Novo, e teve um encontro com líderes do MBL (Movimento Brasil Livre).