A intenção, na teoria era boa. Mas na prática, a ausência total de articulação política impôs ao prefeito Gilson de Souza (DEM) uma grande derrota na Câmara dos Vereadores nesta terça-feira.
O Poder Executivo apresentou projeto de lei alterando as regras de parcelamento de solo na cidade para adequá-las a um empreendimento particular a ser construído em Franca.
As casas serão construídas para a segunda faixa do programa Minha Casa, Minha Vida, para o público que tem renda de até três salários mínimos. A legislação atual só permitiria a construção para quem ganha até um salário e meio.
A base governista achava que a aprovação aconteceria sem contratempos. Mas o vereador Adermis Marini (PSDB), que retomou nesta terça seu mandato na Câmara, pediu o adiamento por três sessões, alegando ter que estudar a matéria.
O presidente Marco Garcia (PPS) cumpriu o rito e como os governistas “cochilaram” e não se manifestaram o adiamento prevaleceu.
Nirley de Souza (PP) ainda tentou protestar, mas não houve espaço. Marco Garcia disse que os ritos regimentais haviam sido cumpridos e que o adiamento não poderia ser revisto.



