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Setor da construção civil vê recuperação da economia com ou sem crise política

Nos últimos 31 meses setor foi obrigado a extinguir mais de 1 milhão de empregos com carteira assinada

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A
nova fase de instabilidade política instaurada trouxe novamente o clima de
incerteza para a indústria da construção civil, que nos últimos meses observava
otimista os sinais do início de uma recuperação econômica, com queda nas taxas
de juros e recuo do índice de inflação. Entre os empresários e especialistas do
setor, a questão que se pontua é: mesmo com a crise política instaurada, será
possível uma retomada do setor no próximo ano?

Para
o presidente do Sindicato da Indústria da Construção do Estado de São Paulo
(Sinduscon-SP), José Romeu Ferraz Neto, dificilmente a indústria da construção
irá sentir uma retomada ainda este ano. “Os lançamentos imobiliários a serem
feitos, bem como a ampliação dos investimentos de governo na infraestrutura e
novos contratos de concessões deverão gerar novas obras apenas a partir de
2018”, afirma.

Segundo
Ferraz Neto, a previsão se sustenta porque o segmento ainda busca vender os
elevados estoques. Da mesma forma, no setor de infraestrutura, devido às
dificuldades dos orçamentos da União, dos Estados e dos Municípios, são
escassas as possibilidades de novas construções. O presidente do Sinduscon-SP,
acrescenta ainda que, “as exceções ficam por conta da habitação popular, com a
retomada do Programa Minha Casa, Minha Vida, e do segmento de reformas”.

O
presidente em exercício e vice-presidente de Tecnologia e Sustentabilidade do
Secovi-SP, o sindicato da habitação, Carlos Borges, concorda com a avaliação de
que atualmente a moradia popular é o grande foco do segmento. “O potencial do
mercado imobiliário brasileiro é enorme, uma vez que temos uma demanda muito
forte para os próximos 20 anos. É claro que varia de região para região, mas
hoje o grande mercado é o residencial, em especial de moradias populares”.

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Sobre
a retomada do crescimento, Borges afirma que apesar da situação política no
País, a recuperação do mercado imobiliário deve continuar lenta e gradualmente.
“A tendência é que, independente do imbróglio político, a inflação continue em
queda e assim seguimos para a redução da taxa de juros. O sentimento é que o
cenário é de recuperação, com ou sem crise política”, conclui.

Solução à vista 

O presidente do Sinduscon-SP, José
Romeu Ferraz Neto, confirma que o quadro de recessão atual abalou profundamente
a indústria da construção, que nos últimos 31 meses foi obrigada a extinguir
mais de 1 milhão de empregos com carteira assinada. Segundo Ferraz Neto, o
principal entrave enfrentado pela cadeia de construção civil é a falta
generalizada de investimentos, devido à retração da demanda das famílias e dos
grandes investidores.

“A
situação atual somente será ultrapassada se o governo conseguir levar adiante a
política econômica, que está no rumo certo, em busca do resgate da confiança
das famílias e dos investidores. Para tanto, as reformas previdenciária e
trabalhista serão indispensáveis, pois representarão uma perspectiva real de
reequilíbrio das contas públicas, de melhoria no ambiente de negócios e de
ampliação da oferta de emprego com segurança jurídica”, ressalta, Ferraz Neto.

Os
desdobramentos do cenário atual da indústria da construção civil serão
discutidos na 11ª edição do Concrete Show South America, que acontece de 23 a
25 de agosto no São Paulo Expo. O encontro de negócios oferece oportunidades de
networking e uma ampla visão do que há de mais moderno em soluções que atendem
toda a cadeia produtiva do concreto e o setor de construção civil. O evento
conta com o apoio do Sindicato da Indústria da Construção do Estado de São
Paulo (Sinduscon-SP) e do Sindicato da Habitação (Secovi-SP).

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