
A
incidência da artrose do joelho, degeneração da cartilagem da articulação,
cresceu nas últimas décadas proporcionalmente ao aumento da expectativa de
vida. Pessoas mais velhas sofrem mais com este desgaste, presente em mais de
50% dos idosos acima de 60 anos e em 80% daqueles com 75 anos ou mais, causando
dores, limitação na locomoção, deformação e perda de qualidade de vida. Em
muitos casos, a solução médica passou a ser a colocação de prótese, cirurgia
que vem se tornando cada vez mais segura e com tempo de recuperação do paciente
bastante rápido se comparado a outros procedimentos.
De
acordo com Paulo Cunha, cirurgião do joelho e integrante da equipe médica
do Hospital Especializado de Ribeirão Preto, quem decide o momento da cirurgia
é o paciente. “Ninguém melhor do que ele para saber se as dores e dificuldades
enfrentadas justificam a colocação da prótese”, explica. Integrante da
Sociedade Brasileira de Cirurgia de Joelho, formado pela USP Ribeirão e com
várias especializações, inclusive nos Estados Unidos, Paulo já realizou
cerca de 1.500 cirurgias deste tipo (artroplastia) e confirma que este
procedimento atualmente é bastante seguro no Hospital Especializado, com índice
de complicação inferior a 3%, como ocorre nos Estados Unidos e Alemanha.
Não
somente os idosos são vítimas da artrose de joelho, mas em geral adultos que
sofreram um trauma na região ou pessoas e atletas, amadores e profissionais,
que expuseram esta sensível parte do corpo humano a uma carga excessiva ao
longo da vida, do trabalho e dos treinamentos. O joelho, em razão dos
movimentos diversos de flexo-extensão, rotação e de lateralidade, está
naturalmente exposto a contusões e, com o avanço da idade, à progressiva perda
de cartilagem e à chamada artrose primária.




