Brasil deve levar ao menos até o fim de 2025 – no cenário otimista – para retomar o ritmo econômico anterior à chegada da pandemia, no início do ano passado.
É o que mostram cálculos feitos pela coordenadora do Boletim Macro da FGV Ibre, Silvia Matos, a pedido da Folha.
Tal quadro deixaria a atividade brasileira atrás do restante do G20, que em média deve recuperar o patamar anterior ao surgimento do novo coronavírus no último trimestre de 2022, estimou a OCDE em seu relatório mais recente para o grupo das maiores economias.
O maior obstáculo para a retomada é a lenta recuperação do nível de emprego, muito abaixo do pré-Covid.
Embora o PIB do Brasil se equipare ao do fim de 2019, a tendência é inferior ao momento anterior à crise, de crescimento médio trimestral de 0,45%.
E a lacuna deve se alargar no próximo ano – para o qual se prevê um crescimento medíocre.
Com o avanço médio de 0,1% desde o início de 2020, o país deve chegar a 0,2% no fim do ano e a 0,4% em 2022, precisando acelerar.



