Há três anos, o relações públicas Philippe Figueiredo, 27 anos, foi vítima de um golpe muito comum na internet: o estelionato. Ele depositou o valor de R$2 mil reais para a compra de um aparelho celular em uma loja que tinha perfil na rede social Instagram, mas nunca recebeu o produto. “A suposta loja tinha milhares de seguidores e inclusive artistas conhecidos faziam propaganda para ela, então confiei e resolvi fazer o depósito”, conta.
Cerca de 20 dias após a compra, Philippe já não tinha mais respostas da loja e começou a notar centenas de reclamações nas redes. Quando viu, na televisão, uma matéria denunciando o golpe da empresa, teve certeza de que tinha sido vítima.
“Os artistas, quando questionados, disseram que não conheciam a dona da loja, e que fizeram propaganda em troca de produtos”, diz. “Fiquei muito nervoso e nunca recuperei o dinheiro. Mas, aprendi a não comprar mais nada neste tipo de loja e sou muito mais cuidadoso com este tipo de coisa”, completa Philippe..
Depois do crime de ameaça, o estelionato é a ocorrência mais comum nos registros de crimes cibernéticos – cometidos com auxílio da internet, redes sociais e afins – em Minas Gerais, segundo dados da Polícia Civil.




