A entrada da chácara, onde o Ristorante Mansuetto se localizava, dava boas vindas com seu enorme jardim acaçapado de flores, árvores e pinheiros, sempre bem cuidado pelas mãos do senhor Cláudio, caseiro e manobrista do local. O prédio, com exceção da cozinha, fora todo construído de madeira. A varanda, envidraçada, frente ao jardim da entrada, hospedava uma charmosa lareira de pedra – espaço disputado por pares românticos em noites de temperaturas baixas e chuvosas.

Dona Júlia, Daniel, Erlindo, Pio.. e outros músicos, se revezavam tocando “por una cabeza” no piano da sala principal . Nesta, num canto, a mesa nove era minha preferida, donde se via, por uma grande janela, sete copas decorados por luminárias feitas com fundos de garrafas e velas.
Sob eles, mesas de jardim em mosaicos convidavam a uma happy-hour que se estendia noite adentro em épocas de céu claro. Logo na entrada, a adega, com colmeias móveis e portas de vidros, não passava despercebida; foi construída logo após a escada que dava acesso ao salão principal, num espaço onde apreciadores de vinhos podiam adentrar e, sob uma temperatura de 14,15 graus, escolher o vinho que acompanharia a refeição – mimo que poucos se desobrigavam.




