Em maio, as exportações brasileiras de café verde e industrializado somaram 2,4 milhões de sacas, queda de 3,6% em relação ao mesmo mês do ano passado. O volume ficou abaixo do que o segmento é capaz de embarcar, mas o cenário pode mudar com a entrada da safra 2017/2018, segundo o presidente do Conselho dos Exportadores de Café (Cecafé), Nelson Carvalhaes, na última sexta-feira (09).
Segundo o dirigente, a exportação de 3 milhões de sacas para baixo por mês não é normal para o país, que tem capacidade de embarcar entre 3 milhões e 3,5 milhões de sacas mensalmente. Porém, fatores climáticos ocorridos em 2016 influenciaram no rendimento das lavouras. Apesar da queda registrada em maio na comparação anual, o resultado foi considerado positivo, uma vez que houve aumento de 9,9% sobre abril.
“O resultado está dentro do cenário previsto para o período de entressafra. É um indício de que devemos fechar tanto o ano cafeeiro quanto o civil com bom desempenho”, disse. A receita com as exportações alcançou US$ 418,9 milhões, alta de 13% na comparação, refletindo a valorização de 17,2% no preço médio do produto exportado, que ficou em US$ 171,84 por saca, em maio.
Para Carvalhaes, a entrada da safra 2017/2018, que já está sendo colhida, vai permitir que os embarques melhorem no segundo semestre. “O sentimento do mercado é de que estoques de café se exauriram. E levará tempo para formar novos estoques devido à demanda mundial”, disse.




