O presidente da Câmara dos Vereadores, Marco Garcia, do PPS, disse nesta terça-feira não concordar com a marcação da audiência pública pela Prefeitura de Franca, para discutir as mudanças na lei de Parcelamento e Solo da cidade, ser marcada para uma quarta-feira, véspera de feriado, e às 15 horas, quando muitas pessoas estão trabalhando.
Para Marco Garcia, a escolha do horário pode ter sido estrategicamente escolhida, para que um número reduzido de munícipes compareça e questione a matéria. “Cheira algo podre no ar”, disse o presidente da Câmara.
Ele ainda afirmou que, se o projeto não atender aos interesses das pessoas mais pobres, seu voto, caso seja necessário, será contrário e utilizou realizações habitacionais de outros prefeitos para comparar a situação.
“O ex-prefeito Alexandre fez o Bernardino Pucci com prestação de no máximo R$ 80, com dez anos para pagar; o ex-prefeito Sidnei Rocha fez o Bonsucesso, com 15 anos para pagar e prestações de no máximo R$ 200; Gilmar construiu Pulicano, sem entrada, com prestações de R$ 120. Quem é pobre não pode dar R$ 10 mil de entrada e pagar R$ 600 por mês”, explicou.
Marco lembrou ainda que o prefeito Gilson de Souza (DEM) é amigo pessoal do Secretário de Habitação, Rodrigo Garcia, e pai de Gilsinho de Souza, coordenador da CDHU – Companhia de Desenvolvimento Habitacional Urbano. “E cadê essas casas? Casas com prestação de R$ 600 tem várias construtoras que fazem. É só ligar que um corretor vai te atender”, completou o vereador.
Uma parte dos vereadores acredita que a mudança da lei do Parcelamento de Solo vai atender os interesses de empreiteiras, pois permitirá financiamentos para uma fatia de público com salário maior, e não terá interesse social voltado aos mais carentes. O projeto deverá ser votado ainda este mês na Câmara.



