A audiência pública para debater com a população mudanças na legislação que rege o parcelamento de solo em Franca foi um desastre maior que os mais pessimistas aliados do prefeito Gilson de Souza (DEM) poderiam supor e poderá desencadear consequências graves para o governo municipal.
Logo no início da reunião, o secretário de Planejamento Urbano, Virgílio Reis, mostrou que algo o incomodava. Ele afirmou que iria “tentar explicar o projeto” aos presentes, entre eles, os vereadores Adermis Marini (PSDB), Kaká (PSDB), Cristina Vitorino (PRB), Della Motta (PTN) e Ilton Ferreira (DEM), líder do governo na Câmara dos Vereadores.
De pronto, foi questionado por Adermis. “Como assim, o senhor vai tentar? Aí ele próprio afirmou que não tinha convicção e que sua orientação é de que os vereadores votem contra o projeto”, disse o tucano.
Adermis então falou que ia se retirar, quando foi interpelado por duas pessoas que passaram a defender o projeto. “Eles não haviam se identificado e passaram a defender que o projeto deveria ser aprovado. Passaram a explicar o projeto. Perguntamos quem eram eles e disseram ser da Construtura Pacaembu. Ou seja, o governo teria de explicar o projeto e quem fez isso foi uma construtura interessada na aprovação”, disparou o vereador.




