Em apenas cinco meses de governo, o prefeito Gilson de Souza (DEM) pode enfrentar, na Câmara dos Vereadores, mais uma ameaça de Impeachment. Recentemente, o parlamento da cidade recusou uma denúncia, mas agora a acusação pode surgir dos próprios vereadores.
Na primeira denúncia, o radialista Marcelo Bomba pediu abertura de Comissão Processante acusando o prefeito de ser omisso quanto à fiscalização dos vendedores ambulantes em Franca, o que justificaria um processo. Porém, os vereadores rejeitaram a ação.
Agora, a abertura direta de uma Comissão Processante, que pode culminar na cassação do prefeito, ou CEI – Comissão Especial de Inquérito – que pode justificar a abertura de uma CP, tem outra motivação, a suposta ligação do prefeito com uma empreiteira de Ribeirão Preto.
Gilson apresentou um projeto de lei na Câmara com mudanças na lei do parcelamento e solo que seria direcionado, no entendimento de alguns vereadores, a favorecer a empreiteira.
Vários sinais de aproximação são apontados, como a presença de membros da empreiteira na audiência pública que discutiria o projeto; a citação pelo irmão de Gilson, ao vivo durante sessão ordinária, Nirley de Souza, de uma reunião entre o prefeito e a empreiteira e a apresentação de patrocínio da empresa à Francana por intermédio do chefe do Executivo.
A rejeição do projeto em questão já é tida como certa. O assunto deverá ser debatido já na próxima terça-feira, na sessão ordinária da Câmara dos Vereadores.



