Em cinco meses de governo, Gilson de Souza já teve três chefes de gabinete.
Entre eles, um dentista e um empresário conhecido de Franca. Não conseguiram se manter longos períodos no cargo, principalmente por dois fatores: a dificuldade do prefeito em delegar funções e a instabilidade política do atual governo.
O primeiro a ocupar o cargo foi o dentista e administrador Marcos Haber. Amigo pessoal de Gilson, assumiu o cargo em janeiro e deixou em 20 de fevereiro para tapar outro “buraco”: a presidência da Emdef, de onde Wanderlei Cintra pediu exoneração em caráter irrevogável.
Quatro dias depois, assumiu a chefia de gabinete o empresário Agostinho Ferreira, ex-proprietário da antiga Calçados Ravelli. Permaneceu até o dia 29 de maio, quando pediu exoneração “por motivos profissionais”.
Dia 14 último, o cargo caiu no colo de Thiago Comparini, que até então era coordenador de projetos.
Na quarta-feira desta semana, ele já viu com o que terá de lidar: teve de tentar apaziguar a confusão instaurada na audiência pública do projeto que quer mudar a lei do parcelamento e solo em Franca.
Não conseguiu e acabou criticado por vereadores porque teria dito que haveria “uma nova audiência”.
Pessoas de diferentes idades, formações distintas, história de vida com pouco em comum, mas com a mesma anotação no currículo: ter integrado um governo que não se encontra no quesito organização e eficiência.
“É como uma escola de samba em desarmonia”, resumiu o vereador Adermis Marini (PSDB).



