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Cruzamento de dados mostra que o Brasil soma 4,6 milhões de novos pobres na pandemia

Situação é visível nas grandes cidades, onde há um aumento de famílias inteiras indo para a mendicância e vivendo nas ruas

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12/01/2015 - PORTO ALEGRE, RS, BRASIL - Matéria sobre moradores de rua, população de rua. Foto: Guilherme Santos/Sul21
São 34,3 milhões de pessoas abaixo da linha da pobreza, 24,5 milhões a mais do que nos seis meses anteriores

A pandemia deixou um legado de 4,6 milhões de novos pobres, em meio a um cenário de ausência de medidas para promover a recuperação econômica nessa faixa da população.

Segundo o jornal Valor Econômico, a proporção de pessoas com renda per capita mensal de até R$ 261 era de 10,97% (23,1 milhões) em 2019.

Em agosto de 2020, passou para 4,63% (9,8 milhões), o melhor ponto da série histórica, um efeito do Auxílio Emergencial pleno, segundo a FGV Social.

O conhecimento dessa realidade foi possível com o cruzamento dos microdados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua e da Pnad Covid.

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No primeiro trimestre de 2021 – tirando o Auxílio Emergencial, mas devolvendo o Bolsa Família – a pobreza foi multiplicada por 3,5 e chegou a 16,1 da população.

Isso representa 34,3 milhões de pessoas abaixo da linha da pobreza, 24,5 milhões a mais do que nos seis meses anteriores.

De abril em diante com o novo auxílio, recuou um pouco, para 12,98% – 4,6 milhões a mais do que antes da pandemia.