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Airton Sandoval quer adiar para janeiro do ano que vem a volta das reonerações

Antes de apresentar o seu relatório, Airton Sandoval se reuniu com vários segmentos empresariais.

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O senador Airton Sandoval, do PMDB de São Paulo, quer o adiamento de julho deste ano para janeiro de 2018, da volta das onerações previdenciárias sobre a folha de pagamento das empresas, prevista na Medida Provisória 774, em tramitação no Congresso Nacional

O político francano é o relator da matéria. Ele leu esse relatório na comissão mista, formada por membros do Senado Federal e da Câmara dos Deputados. 

O texto vai à votação nesta quarta-feira (28). O senador, antes de apresentar o seu relatório, se reuniu em audiência pública com vários segmentos empresariais.

Segundo ele, a revogação das desonerações previstas na Lei 12.546, de 2011, no meio do ano fiscal, traria muitas dificuldades para as empresas.  

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Medida Provisória ora em trâmite na comissão mista do Congresso Nacional atinge cerca de 70 setores da economia, representados por empresas das áreas do comércio, da indústria e algumas áreas dos serviços. 

De acordo com o Airton Sandoval, o fim das desonerações é um passo importante para o reequilíbrio das contas do Governo Federal, em especial as da Previdência Social.

No histórico, em 2011, a Lei 12.546 alterou a forma de recolhimento da contribuição previdenciária dessas empresas. 

O cálculo deixou de ser feito com base na folha de pagamento e passou a se basear na receita bruta, reduzindo o tributo. 

MP propõe o retorno do sistema original já em julho, mas o senador Airton Sandoval quer que isso aconteça só no início do ano que vem. 

MP 774 também revoga, por perda de finalidade, a alíquota adicional de 1% da CofinsImportação, prevista na Lei 10.865/2004

Na semana passada, foi concedida aos integrantes da comissão vista coletiva (tempo para análise) do relatório.

Cesar Colleti

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