O “presente” recebido pela Prefeitura de Franca, pelo governo do Estado de São Paulo continua sem destinação certa. O vereador Walmir Della Motta (PTN), assim como boa parte da população, está indignado com o ato, já que o presente deverá custar para o município pelo menos R$ 20 milhões.
No caso, trata-se uma construção inacabada, conhecida como “piscinão”, que fica na rotatória da Avenida Ademar Polo Filho com a rua Maria Martins de Araújo, nas proximidades da rotatória da Chevrolet.
O prédio começou a ser construído em 1993, mas nunca foi concluído. O terreno foi doado pelo município ao Estado, que o repassou, no final de 2006, ao Tribunal Regional Federal da 3ª região, para ali abrigar a sede da Justiça Federal, o que nunca foi adiante. Hoje, o prédio é novamente do Estado, que está com tudo pronto para doá-lo de novo à Prefeitura.
Della Motta questiona o prefeito Gilson de Souza (DEM) e pede que ele explique se têm sido respondidas as reclamações da população sobre o prédio, no tocante a posturas municipais, e se ele já foi doado oficialmente pelo Estado ao Município de Franca. “Em caso positivo, que destinação será dada pelo Poder Público Municipal relativo a esse prédio hoje inacabado?”, pergunta o vereador.
O vereador disse que a Polícia Militar vem intensificado o policiamento ostensivo nas cercanias do prédio, evitando que o mesmo seja invadido, novamente, por moradores de ruas e usuários e traficantes de entorpecentes. “O espaço, de forma recorrente, abriga ou abrigava pessoas mal-intencionadas, que consumiam entorpecentes ou se reuniam para a prática delituosa de crimes, como furtos ou até roubos nas redondezas”, relatou.
Além disso, explicou Della Motta, tem a questão da saúde pública, já que o prédio acumula água, sendo um potencial criadouro do “mosquito Aedes Aegypt”, transmissor da dengue.



