Votações na cidade têm sido polêmicas e marcadas por racha entre situação e oposição a Aninha Montanher
Há coisas que são difíceis de entender na política da região. Além de rivalidades históricas, apelidos engraçados, prefeitos e vereadores carismáticos, tem situações que chamam a atenção por parecerem irreais.
Um dos direitos – e também dever – de um vereador é fiscalizar o Poder Executivo, ou seja, o prefeito – ou prefeita.
Um dos instrumentos para que isso seja feito são os requerimentos de informações, ferramenta legal e regimental, que existe em qualquer casa legislativa do país.
Porém, em Ribeirão Corrente, a coisa não funciona bem assim. Um grupo de vereadores têm maioria na Câmara daquela cidade, cinco cadeiras. São do bloco governista, de apoio à prefeita Aninha Montanher.
Eles têm “podado” o direito dos quatro vereadores restantes, no caso, da oposição, de questionar e cobrar informações da prefeita. Até mesmo em assuntos que requerem, de fato, atenção diferenciada.
Mas e o povo?
Recentemente, os vereadores Mauro Polícia e Nelsinho Investigador apresentaram requerimento questionando empenhos da Prefeitura para a compra de peças para veículos da frota municipal que haviam ido a leilão. Dentro do dever deles como vereadores.
Mas o requerimento, que em qualquer Câmara ou Assembleia Legislativa passaria com votação simbólica, de tão óbvio que é o direito à fiscalização, foi rejeitado pelo bloco governista.
E não para por aí: o mesmo bloco rejeitou também outro requerimento, questionando gastos da Prefeitura com o Fundeb, uma vez que houve vários apontamentos do Tribunal de Contas sobre possíveis irregularidades.
Público-alvo
Outra vez, o requerimento foi rejeitado e a população de Ribeirão Corrente, que é o público-alvo de situação, oposição e prefeita, não saberá se realmente há irregularidades.
Os cinco votos contrários à fiscalização da prefeita partiram dos vereadores Eduardo Estefânio, Antônio Branco, José Carlos, Marquinho do Sindicato e Aline Carrer.
Os votos favoráveis aos requerimentos e à fiscalização são dos vereadores Nelsinho Investigador, Carlinho Miranda, Mauro Polícia e Rafael Banana.
Ministério Público
Vereadores do bloco de oposição afirmaram ter procurado o Ministério Público para denunciar a situação, mas a orientação do promotor foi a de que questionassem a prefeita através de requerimentos. Todavia, os mesmos estão sendo derrubados, o que mina o poder de investigação do Legislativo.
Os vereadores estão avaliando a possibilidade de entrar com uma ação ou mandado de segurança, junto à Justiça.



