Basta a temperatura cair para o ar ficar mais seco e frio, ocasionando mudanças na respiração, bem como o surgimento de gripes, resfriados e todas as chamadas “doenças de inverno”. No entanto, não são apenas essas alterações que ocorrem no organismo durante esta estação.
Os hipertensos também acabam sofrendo nesta época do ano, já que a pressão arterial é alterada juntamente com a queda de temperatura. O cenário pode ser explicado da seguinte maneira: imagine que o organismo funciona como um termômetro corporal, ou seja, quando a temperatura ambiente sobe, ou desce, o sistema muda seu funcionamento para que o corpo continue a funcionar em aproximadamente 36 graus.
Segundo Luiz Bortolotto, diretor da Unidade de Hipertensão do Incor, o sistema nervoso simpático — responsável pela aceleração dos batimentos cardíacos, aumento da pressão arterial e concentração de açúcar no sangue — não permite que o corpo esfrie e entre em parafuso. No entanto, como ações geram reações, por conta dessa mudança no organismo, os vasos se contraem e acabam elevando a pressão arterial. “É importante notar que a pressão arterial de todas as pessoas será elevada, independentemente de terem a doença ou não”, afirma o especialista.





