Para especialista, locais como o cânion do acidente têm que ser monitorados constantemente
O desabamento de uma rocha sobre lanchas na região de Capitólio, em Minas Gerais, que deixou sete mortos, 32 feridos e ao menos três desaparecidos neste sábado, poderia ter sido evitado caso fosse feito um estudo geológico prévio na região.
A opinião é de especialistas que analisaram a tragédia e falaram à CNN Brasil – www.cnnbrasil.com.br.
Para Joana Sanches, professora de geologia da Universidade Federal de Goiás (UFGO) e doutora em mapeamento geológico, o local do acidente fica em uma área de risco e o turismo tinha que ter sido suspenso na região.
“A área deveria ter sido fechada para o turismo até que se fizesse uma intervenção de técnicos capacitados, além de uma análise mais precisa dos riscos no local. Já havia uma fratura prévia na rocha que se desprendeu. Essa fratura ia desde o topo até a base e estava preenchidas pelo solo [terra]. Com a intensidade das chuvas, esse solo que fica entre as fraturas foi lavado e levado embora. Além disso, a água ajudou a fazer mais peso dentro da fratura. Como já estava previamente deslocado do paredão rochoso, com a intensidade dessas chuvas, o pedaço se deslocou por completo”, disse Joana.




