Segundo versão oficial, registrada em ata, a audiência pública realizada pela Prefeitura de Franca, no dia 14 de julho, véspera do feriado de Corpus Christie, foi um sucesso. Mas quem acompanhou a audiência teve outra impressão.
A reunião, que na prática durou apenas alguns minutos e expôs uma desorganização evidente do governo na gestão de Gilson de Souza (DEM), tinha o objetivo de tirar dúvidas sobre um projeto de lei do Executivo que pretendia mudar a lei sobre parcelamento de solo em Franca.
Porém, o procurador jurídico Eduardo Campanaro, que deveria explicar o projeto aos presentes, marcou viagem para o mesmo dia e faltou. Assumiu em seu lugar o secretário de Urbanismo que recomendou aos vereadores não votar no projeto. Uma divergência de posturas e ideias difícil de ser compreendida.
Diante da dificuldade de compreensão do projeto, até pelo secretário, representantes de uma construtora, interessada por sinal na aprovação do mesmo, interviram e passaram a explicar detalhes, como se tivessem participado da elaboração do texto do projeto de lei.
Os vereadores presentes não entenderam e questionaram. Diante da confusão, o chefe de gabinete de Gilson, Tiago Comparini, decidiu suspender a audiência, que nunca mais foi retomada.
“Não houve manifestação contrária ao projeto, exceto a discordância do vereador Adérmis Marini, em relação ao projeto em tela”, diz a ata oficial da Prefeitura de Franca.
Para Adermis, a audiência sequer tem validade. Ele afirmou que Franca vive uma situação de “desgoverno”. “Foi mais um desastre do desgoverno de Gilson de Souza”, afirmou o vereador do PSDB.
A ata está publicada na internet e qualquer cidadão pode conferir, acessando o link http://sgl.camarafranca.sp.gov.br/attachment/?id=50374.



