Muita gente ficou estarrecida com a permissividade do Senado brasileiro na última semana. O Conselho de Ética do Senado salvou o mandato do senador Aécio Neves (PSDB-MG). Entre os que ajudaram a livrar Aécio, estava o francano Airton Sandoval, do PMDB de São Paulo.
A votação ficou 12 a 4 pelo arquivamento do processo. O colegiado decidiu que não haveria elementos para julgar se o tucano quebrou o decoro parlamentar e, assim, enterrou o processo em definitivo. O senador mineiro foi acusado no Supremo Tribunal Federal pelo crime de corrupção e obstrução à Justiça.
Segundo a denúncia, Aécio recebeu dois milhões de reais do empresário da JBS Joesley Batista que, segundo o Ministério Público Federal, foi entregue como pagamento de propina.
A irmã dele, Andréa Neves, e um primo, Frederico Pacheco, chegaram a ser presos por conta desses crimes e hoje cumprem prisão domiciliar. O próprio Aécio foi afastado de suas funções legislativas por 46 dias porque o STF entendeu que ele poderia interferir nas investigações.
Airton pode ter motivação pessoal, além de determinação de seu partido, o PMDB, para ter votado assim. Para ele, é interessante que os tucanos não desembarquem do governo de Michel Temer, pois se isso acontecer o senador Aloísio Nunes reassume sua cadeira e Airton volta para Franca.
De qualquer forma, foi um voto na contramão da profilaxia que os brasileiros, e é claro os francanos, esperam de seus representantes.



