A leitura do relatório da comissão especial que avalia o transporte público de Franca, marcada para esta terça-feira, às dez horas, na primeira parte da sessão da Câmara dos Vereadores, deverá ajudar o prefeito Gilson de Souza (DEM) a ser poupado de críticas pelos vereadores.
Isso porque no período da manhã, os vereadores têm direito à tribuna livre, onde a oposição tem feito críticas à gestão de Gilson. No caso em questão, o prazo dado por ele, no dia 31 de maio, de 30 dias para solucionar o problema da invasão de vendedores informais a Franca, que têm ocupado o Centro e diversas avenidas de grande fluxo, já expirou há quase duas semanas.
Na ocasião, o prefeito Gilson de Souza (DEM) se reuniu com um grupo de vendedores ambulantes, em seu gabinete, e acenou com a criação de uma associação, que teria o respaldo da Secretaria Municipal de Desenvolvimento e buscaria a legalização dos vendedores.
Mas até agora, nem Gilson de Souza, nem a fiscalização da Prefeitura anunciaram nada e a cada dias mais e mais pessoas vêm de lugares variados para vender seus produtos em Franca.
A reunião com os camelôs ocorreu, aparentemente, de forma providencial, pois foi um dia após ser protocolado um pedido de impeachment contra Gilson, pelo radialista Marcelo Bomba, que o acusou de estar sendo omisso em relação aos ambulantes e que eles, trabalhando na ilegalidade, lesam a arrecadação do município.
O pedido de impeachment acabou engavetado e desde então os ambulantes continuam a ocupar espaços públicos de Franca sem serem incomodados. Eles não dão qualquer retorno em tributos ao município e atrapalham os comerciantes formais, que recolhem seus impostos.



