Com isso, as chances de cura se potencializam e as opções de tratamento são muito maiores, segundo os especialistas
Teste do Olhinho, conhecido como teste do reflexo vermelho, feito ainda na maternidade, até 72 horas de vida do bebê.
É o primeiro exame que ajuda na detecção precoce de doenças oculares que podem afetar crianças.
Com isso, as chances de cura se potencializam e as opções de tratamento são muito maiores, segundo os especialistas.
Entre essas doenças está o retinoblastoma, um tipo raro de tumor intraocular maligno primário, ou câncer no olho, de origem genética, mais comum entre as crianças de até 5 anos de idade, o mesmo que afetou a bebê do apresentador Tiago Leifert.
Ele tem origem em células da retina e pode afetar um olho (unilateral) ou os dois. A estimativa é que, por ano, cerca de 6 mil crianças no mundo sejam afetadas por essa doença.
O alerta foi dado, em nota conjunta, assinada pelo Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO) e pela Sociedade Brasileira de Oftalmologia Pediátrica (SBOP).
Repercussão
Tais casos ganharam repercussão nacional após o jornalista Tiago Leifert e sua mulher Daiana Garbin anunciaram que a filha de um ano tem a doença e fazerem um alerta aos pais.
“Lamentamos o ocorrido e nos colocamos de forma solidária ao lado desta família para ajudar no que for preciso. No entanto, nossas entidades entendem que a discussão sobre o assunto, que cresceu nas últimas horas, deve ser pautada por conhecimento fidedigno, com validade científica e relevante. Em momentos assim, lacunas de informação podem abrir espaço para distorções que impedem acesso à compreensão sobre como o retinoblastoma se manifesta, pode ser diagnosticado e deve ser tratado”, ressaltou o presidente do CBO, Cristiano Caixeta Umbelino.
Especialistas
Segundo ele, pais e responsáveis devem optar pelos cuidados de médicos especializados, como oftalmologistas, uma vez que não são confiáveis os tratamentos como ‘self-healing’ (auto cura) ou prática de exercícios oculares.
“Não têm comprovação científica e, portanto, não servem para curar o retinoblastoma ou qualquer outra doença que afeta o aparelho da visão”, explica o médico, que cita outras situações.
“Também não se aplica para o glaucoma, catarata, doenças retinianas, entre outras”, completou.
Na avaliação de Umbelino, essas abordagens podem retardar o início de tratamentos corretos, com chance de comprometerem parcial ou totalmente a visão e, inclusive, a vida do paciente em alguns casos.



