Mais uma vez, a Câmara Municipal de Franca deve ter casa cheia. E novamente em razão de um assunto indigesto. As últimas vezes que isso ocorreu, salvo exceção de uma ou outra homenagem, é porque algo não estava bem na administração pública. Foram os casos do aumento dos servidores, há dois anos, e a votação do impeachment do ex-prefeito Alexandre Ferreira. Nos dois casos, de nada valeu a pressão e a vontade popular foi ignorada.
Nesta sexta-feira, às 17 horas, o Poder Legislativo vai votar, em segundo turno, um projeto de lei complementar que estabelece 338 cargos comissionados na Prefeitura. São de livre nomeação, ou seja, o prefeito Gilson de Souza (DEM) põe quem ele quiser, sem qualquer critério técnico obrigatório.
No pacote também será votada a criação de três novas secretarias, que na prática é difícil compreender a necessidade: Esportes, mas sem extinção da Feac; Negócios Jurídicos, sendo que já há a Procuradoria Jurídica, e Assuntos Estratégicos, que entre outras atribuições controlará a Comissão Permanente de Licitações, que faz as compras da Prefeitura e atualmente está ligada, óbvio, à Secretaria de Finanças.
Em primeiro turno, o projeto passou fácil, por dez a quatro. De diferente, para a votação desta sexta-feira, é que agora, mesmo que de forma um tanto tardia, a população está acompanhando a atuação dos vereadores.
Também mudou a situação para os vereadores Tony Hill e Donizete Mercúrio, ambos do PSDB. Eles votaram pela aprovação do projeto no primeiro turno mas agora o partido fechou questão e exige que votem contra, sob pena até de serem expulsos do partido. Caso mudem seus votos, a diferença para aprovação ficará apertada e, qualquer mudança significará a rejeição do projeto.



