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Manifestação e casa cheia na votação em 2º turno da criação de 338 cargos

Câmara discute nesta sexta-feira, 21, projeto que estabelece cargos comissionados e novas secretarias

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Até agora a população francana não “engoliu” o projeto
do prefeito Gilson de Souza, que cria 338 cargos e que foi aprovado na última
sessão da Câmara Municipal, realizada na terça-feira, 18 de julho, graças ao
“sim” dos vereadores Arroizinho, Carlinho Petrópolis, Claudinei da
Rocha, Correa Neves Jr, Donizete da Farmácia, Ilton Sérgio, Nirley de Souza,
Pastor Otávio, Pastor Palamoni e Tony Hill. Prova disso, é que uma grande manifestação
foi formada na porta daquela Casa de Leis antes do início da sessão – marcada
para às 17h desta sexta-feira, 21. 

A reunião agendada com “caráter de urgência”,
visa votar em segundo turno, o projeto de lei complementar que
estabelece 338 cargos comissionados na Prefeitura. São de livre nomeação, ou
seja, o prefeito Gilson de Souza (DEM) põe quem ele quiser, sem qualquer
critério técnico obrigatório. E é com o plenário repleto de cidadãos indignados, se manifestando através de cartazes, gritos e apitos, que a sessão começou.

No pacote também será votada a criação de três novas
secretarias, que na prática é difícil compreender a necessidade: Esportes, mas
sem extinção da Feac; Negócios Jurídicos, sendo que já há a Procuradoria
Jurídica, e Assuntos Estratégicos, que entre outras atribuições controlará a
Comissão Permanente de Licitações, que faz as compras da Prefeitura e
atualmente está ligada, óbvio, à Secretaria de Finanças.

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Em primeiro turno, o projeto passou fácil, por dez a quatro. De
diferente, para a votação desta sexta-feira, é que agora, mesmo que de forma um
tanto tardia, a população está acompanhando a atuação dos vereadores.

Também mudou a situação para os vereadores Tony Hill e Donizete
Mercúrio, ambos do PSDB. Eles votaram pela aprovação do projeto no primeiro
turno, mas agora o partido fechou questão e exige que votem contra, sob pena
até de serem expulsos do partido. Caso mudem seus votos, a diferença para
aprovação ficará apertada e, qualquer mudança significará a rejeição do
projeto.

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