O Laboratório das Artes doou sua Gibiteca, com mais de dois mil volumes de histórias em quadrinhos, para a Biblioteca Pública da UNESP-Franca. A decisão teve como pano de fundo o desejo de seus criadores em deixar um legado cultural e artístico à cidade.
A história da Gibiteca começa em 1960, quando Mauro Ferreira, recém-alfabetizado, comprou seu primeiro gibi na Agência Brasil, um exemplar do “Príncipe Valente”, o clássico de Hal Foster sobre o cavaleiro medieval e suas aventuras.
A partir dali, capturado pelo clima e imaginação proporcionados pelos quadrinhos, Mauro cresceu lendo gibis e as tirinhas da seção de quadrinhos dos jornais diários que seu pai assinava.
A criação de um clube infantil no porão de sua casa, a Prudentina da Rua Júlio Cardoso (centro de Franca) fez com que criasse uma pequena biblioteca para a molecada da rua, com livros e gibis da coleção. Os gibis que compunham a coleção eram identificados pela sigla APEA.




