O prefeito Gilson de Souza (DEM) deve publicar decreto no Diário Oficial desta sexta-feira autorizando reajuste de R$ 0,30 para a tarifa de ônibus, que valerá a partir do próximo dia quatro. Cada vez que o francano passar pela catraca e utilizar o transporte público terá de desembolsar R$ 4,10.
O valor já havia sido “cantado” pela administração no início de julho. A São José, como em todos os anos, pediu um valor impraticável – R$ 4,65 – e a Emdef disse ter feito um estudo e que o ideal seria R$ 4,10. Gilson disse à época que o reajuste teria de ser “o menor possível”. Mas prevaleceu o valor antecipado pela Emdef.
Um “prêmio de consolação” para a população é que, aos domingos, a tarifa será reduzida para R$ 1, mas fontes no gabinete informaram que deverá também haver redução ainda maior da frota em circulação e dos horários disponibilizados, o que já é feito pela Empresa São José. A promessa de tarifa a R$ 1 para todo o fim de semana, feita exaustivamente na campanha por Gilson, não foi até agora cumprida.
Isso porque, aos domingos, o fluxo de passageiros é muito menor em relação aos dias úteis, quando há movimentação da maioria dos trabalhadores e de dezenas de milhares de estudantes, e normalmente os ônibus andam vazios.
Com o reajuste, fica sacramentada a passagem de Franca como uma das mais caras do país. Entre 27 as capitais, a tarifa só é mais barata que em Curitiba, onde o valor é de R$ 4,25. Mesmo com uma mancha urbana infinitamente menor, a cidade tem tarifa mais cara que metrópoles como Belo Horizonte (MG), que tem tarifa de R$ 4,05, e São Paulo ( R$ 3,80). O metrô, tão mais eficiente que a São José, sai por R$ 3,80.
No Rio de Janeiro, cidade turística e segunda maior região metropolitana do Brasil, o valor da passagem é de R$ 3,80. Franca também estará à frente, por exemplo, de Recife (R$ 2,80), Porto Alegre (R$ 3,75), Florianópolis (R$ 3,50), Fortaleza (R$ 2,75) e Salvador (R$ 3,30).



